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Economia

Qual é o papel da mulher no Agronegócio?

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Dia da Mulher

Nestes 42 anos de história, presenciamos várias transformações no Agronegócio. Umas das mais significativas é com relação à atuação das mulheres no setor. Cada vez mais ativa nas diversas demandas que envolvem o Agro, a presença feminina tem sido forte e constante. 


Para falar sobre o assunto, nada melhor do que as próprias mulheres do Agro. Por isso, conversamos com Nara Fauth Pereira, 77 anos, que atua na Estância Boa Vista da Quinta há 38 anos, sendo diretora há 23, Patrícia Streck, de 42 anos, na Granja Leandro Nitz há 16, e Kátia Tomie Hayakawa, que tem 34 anos, é Gerente Comercial da Agrofel de Cachoeira do Sul e atua no setor há 12 anos.


De origens, experiências e idade diversas, cada uma tem um ponto de vista em relação à evolução da atuação feminina no Agronegócio, mas todas concordam em um ponto: o papel da mulher no campo tem suas particularidades e isso só vem a somar positivamente. 


Na percepção da Patrícia Streck, as mulheres têm conquistado um espaço que era majoritariamente masculino, não só diretamente no agro, plantando, colhendo, gerenciando, mas também em áreas relacionadas, trabalhando como motorista, mecânica, entre outras profissões. Kátia Tomie Hayakawa, complementa: “Em suma, vivemos num ramo que ainda é machista, mas aos poucos estamos revolucionando o Agronegócio, com competência, perfeccionismo, humildade e agilidade, sempre buscando, com determinação, o melhor”.


Na prática, para elas, a presença feminina se difere da masculina: “Na minha opinião, a atuação da mulher se diferencia muito, ela é mais cuidadosa, consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo”, comenta Patrícia. O ponto de vista de Kátia vem ao encontro desse pensamento: “Nós somos multitarefas, conseguindo conciliar profissional e pessoal tranquilamente. Humildes para solicitar ajuda, pois se não entendemos de algo, temos que nos cercar de informações e de pessoas competentes”. 


Para Nara Fauth Pereira, a mulher exerce o mesmo papel que o homem no Agronegócio, porém, nem sempre foi assim. A principal mudança que observa diz respeito à visibilidade: “Esse espaço não lhe era dado, nem permitido, porque a cultura era outra. Podia ter a mesma importância que tem hoje, mas não a mesma visibilidade. Certamente, as mulheres são diferentes dos homens e, aliás, viva essa diferença. Assim, a forma de conduzir será peculiar, os estilos serão diferentes, mas serão tão diferentes quanto de um produtor para outro, cada um tem a sua forma de conduzir.”


A conquista desse espaço, na opinião de Kátia, traz desafios. “Temos a capacidade de não ceder às cobranças por melhores resultados no trabalho, de vencer obstáculos e de lidar com problemas pessoais, ou seja, somos resilientes. Muitas vezes, desafiamos nós mesmas, devido ao machismo neste ramo, temos que mostrar resultados melhores que os homens e isso só nos torna fortes”, afirma.  


Por fim, pensando em incentivar outras mulheres que desejam ingressar no Agronegócio e fortalecer as que já fazem parte e se identificam com as percepções de Nara, Patrícia e Kátia, as três deixam suas mensagens neste mês da mulher: 


“Não costumo ser muito boa conselheira, mas diria que penso na atividade rural como uma experiência rica e variada, que exige diferentes conhecimento e habilidades. Sinto muito orgulho de ser uma produtora rural, de produzir alimentos de qualidade, de preservar e cuidar do meio ambiente e de garantir a sustentabilidade necessária para as gerações futuras. É um excelente ambiente de trabalho, aberto a toda e qualquer possibilidade do uso de criatividade e da realização pessoal.” 


Nara Fauth Pereira, Diretora da Estância Boa Vista da Quinta


“A mensagem que eu gostaria de deixar, em primeiro lugar, é para as mulheres que atuam no agro: parabéns vocês buscam o alimento para a família de vocês e alimentam um país. E para as que gostariam de ingressar é: vão lá, vocês não sabem a força e capacidade que têm. Acreditem em vocês!”

Patrícia Streck, da Granja Leandro Nitz


“Aproveitem as oportunidades que existem no Agronegócio, mesmo enfrentando obstáculos no caminho, é o setor que mais cresce no país e no mundo. Trabalhar no segmento que gera alimentos para a nossa população é dignificante! Temos muito espaço para ocupar e somos líderes natas!”

Kátia Tomie Hayakawa, Gerente Comercial da Agrofel de Cachoeira do Sul


Agrofel

Há mais de 43 anos no Rio Grande do Sul ao lado do agricultor do plantio a colheita com soluções integradas para a busca de altas produtividades.

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