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Economia

Trigo cresce no Rio Grande do Sul

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Os bons ventos sopram para a cultura de trigo na safra de 2020.

Com a influência dos preços do cereal em alta desde outubro do ano passado, a dificuldade de importação e o momento de pandemia provocada pelo Covid-19, a demanda de farinhas domésticas cresce dia após dia. Essa conjuntura deverá colaborar para um consumo recorde de trigo em 2020 no Brasil estimado em 12,513 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB).

“O trigo brasileiro está com uma competitividade ímpar. A nova elevação do dólar em relação ao real, o custo de importação e a demanda interna fazem com que a área plantada cresça. Além disso tivemos uma quebra na safra de verão por conta da seca, e muitos vão incrementar a área de trigo para recuperar essa perda. Historicamente o Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor de trigo do Brasil, e esse ano cresceremos mais ainda”, pondera Roni Ferrarin, diretor comercial e de marketing da Agrofel Grãos e Insumos.

O Rio Grande do Sul deve ter aumento de área de 15 a 20%, podendo chegar a 900 mil hectares indicam especialistas. “Além da demanda estar aquecida para o consumo da farinha doméstica, e a conjuntura econômica favorecer o plantio do cereal, o trigo tem um papel muito importante na conservação do solo, e rotação de cultura. Outro ponto é que com o preço do milho, a indústria de ração pode procurar o produtor de trigo. Existem hoje no mercado variedades específicas para esse mercado de ração”, explica Roni.

É preciso saber adequar a sua realidade

Com a área crescendo é preciso planejamento. Existe uma infinidade de tecnologias, variedades e manejos para a cultura do trigo, mas não há nada que substitua o conhecimento na hora de fazer escolhas. “É preciso pensar de forma personalizada e única, adequar a tecnologia, seja ela o processo ou ainda o produto, sem que afete o potencial produtivo, claro. Precisamos ter critérios técnicos para escolher o melhor insumo, doses e hora para utilizar cada tecnologia de acordo com a realidade para que se possa ter a melhor rentabilidade”, esclarece Ferrarin.

O pesquisador da Embrapa Trigo, João Leonardo Pires pontua algumas questões que devem ser levantadas e ponderadas pelos produtores.

Ajuste o orçamento: No trigo existem três conjuntos de insumos que representam os custos principais: fertilizantes, sementes e defensivos. É possível definir estratégias de manejo adequando os custos de produção em cada um destes fatores.

Sementes: faça uso racional no plantio, verifique a informação fornecida pela empresa que desenvolveu a cultivar e faça ajustes considerando as variações de acordo com a região, época de semeadura, histórico dela e finalidade.

Fertilizantes: representam 25% do valor investido na lavoura. No trigo o nitrogênio tem estreita relação com o potencial produtivo, e está comprovado pela pesquisa que investir em adubação nitrogenada pode resultar em maior rendimento de grãos. Porém, mais importante que a dose de N são as condições ambientais no momento da aplicação como temperatura e disponibilidade de umidade de solo, entre outros fatores.

Controle Fitossanitário: os defensivos podem representar 16% do investimento na lavoura de inverno. Por isso cautela na hora da aplicação. Existem vários trabalhos de pesquisa que orientam para o momento de aplicação mas uma medida simples é avaliar 10 plantas por área homogênea (cultivar, baixadas, encostas), a incidência que define a necessidade de intervenção na lavoura.

Cultivar adequada: a melhor cultivar é aquela que está adequada ao modelo de produção de cada propriedade, considerando ambiente, investimento e mercado. Leve em consideração alguns fatores como: liquidez (quais as características demandadas pelo comprador e oportunidades de segregação), tolerância a doenças, germinação na espiga ou acamamento considerando as previsões de tempo e a rotação de cultura da área, potencial de rendimento associado ao custo de investimento mínimo exigido pela cultivar, como adubação, quantidade de semente, necessidade e aplicação de defensivos ou redutor de crescimento.

Agrofel

Há mais de 43 anos no Rio Grande do Sul ao lado do agricultor do plantio a colheita com soluções integradas para a busca de altas produtividades.

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