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Doenças em lavouras de outono-inverno

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Doenças em lavouras de outono/inverno: conheça e saiba como combatê-las

Com a chegada da época preferencial, as culturas de outono/inverno, como canola, trigo, cevada e aveia, têm sua implementação em ritmo acelerado. Porém, as chuvas frequentes diminuem este ritmo, entendendo o produtor que as condições de solo para a implementação das mesmas são primordiais para alcançar a alta rentabilidade, pois o excesso de umidade poderá interferir negativamente na sanidade das sementes e o estabelecimento inicial da cultura. 


Trigo: principais doenças que acometem a cultura

O trigo é uma das principais culturas em todo o país e, aqui no sul do país, merece uma atenção especial durante a temporada de inverno, por ser uma época oportuna para o surgimento de uma série de doenças. Confira as principais:

Ferrugem da folha – Puccinia triticina
Perigo mutante, o surgimento de novas raças a cada ano, o grande número de reinfecções durante o ciclo, a manutenção de pontes verdes, a alta especificidade e favoráveis condições do ambiente fazem da ferrugem da folha uma das maiores ameaças para a triticultura do sul do país.

Em temperaturas de 20°C e períodos de orvalho de 3h ou mais, têm-se a infecção, da mesma em temperaturas de 10°C período de orvalho de +- 12h. A formação de pústulas ovaladas de cor ferruginosa,  predominam na região “adaxial” do limbo foliar, caracterizando a doença.

A esporulação dessas pústulas podem se dar por até 20 dias, sendo que cada pústula produz cerca de 3.000 esporos/dia. Sua disseminação acontece pelo vento, que “carrega” os uredósporos por longas distâncias e sua sobrevivência ocorre em plantas hospedeiras durante um cultivo e outro.

Controle: é necessária a associação de resistência genética, práticas culturais e aplicação de produtos químicos.

Oídio – Blumeria graminis
Doença de fácil reconhecimento, identificada por colônias branco-acinzentadas formadas por estruturas do fungo sobre folhas e colmos.

Diferente das demais doenças, o oídio é dependente de clima seco. Em invernos de menor umidade, pode aparecer na fase de perfilhamento da cultura, o que pode determinar aplicações precoces de fungicidas.

Aparece também em temperaturas mais altas (15-22°C, no inverno) quando pode acontecer uma explosão da doença. O vento é um forte aliado na sua disseminação.

Controle: pode ser feito pela aplicação de fungicidas via foliar e resistência genética. Neste caso, rotação de culturas, sementes de boa sanidade e tratamento de sementes não teriam influência no seu controle.

Giberela – Gibberella zeae
É considerada uma das principais doenças em cereais de inverno, devido à sua ação na redução de rendimento e qualidade de grãos. Seus efeitos podem ser tóxicos tanto para homens como para animais, por conta de suas micotoxinas (substâncias tóxicas produzidas por fungos, podendo induzir a vômitos, espasmos musculares e disfunção sexual reprodutiva). 

Ocorre pela exposição das  flores do trigo às chuvas que promovem molhamento contínuo por mais de 30 horas, com temperaturas médias de 20°C. O inóculo que causa a Giberela surge de restos de culturas presentes na superfície do solo além de outros hospedeiros, como milho, gramíneas e via semente. A disseminação dos  esporos, ocorre a longas distâncias pela ação do vento. 

A Giberela pode afetar a cultura do trigo a partir do espigamento, antes mesmo do florescimento, até a fase final de enchimento dos grãos.

Controle: envolve cultivares menos suscetíveis, rotação de culturas e aplicação de fungicidas, este de preferência deveria ser aplicado quando todas as “anteras” estiverem expostas. 

O monitoramento de lavouras se faz necessário para a escolha da melhor estratégia e momento de controle.

Tem mais dúvidas relacionadas às doenças de inverno na lavoura? Converse com o especialista técnico da unidade Agrofel mais próxima

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