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Monitoramento das doenças da soja

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Como está o seu monitoramento das doenças da soja na sua lavoura?

Com um aumento de área em 3,4%, a produção de soja na safra 2020/21 pode chegar a 133,7 milhões de toneladas no país. A oleaginosa é a principal cultura cultivada e representa cerca de 50% da colheita de grãos no Brasil, estimada em 264,8 milhões de toneladas, dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), revela que a produção total deve registrar um crescimento de 7,9 milhões de toneladas se comparado com a safra 2019/2020, quando a colheita foi de 256,94.


Hoje, uma das principais doenças na cultura da Soja é a ferrugem asiática, porém isso não significa que diversas outras também não possam afetar a produtividade, podendo causar perdas de até 100%”, avalia Vancarlo Zanchi, gerente técnico da Agrofel Grãos e Insumos. O gerente ainda adverte que a chave para manter uma lavoura saudável é estar sempre monitorando e com isso conseguir identificar as doenças no início, para poder realizar um manejo adequado.


Ferrugem asiática: o grande medo do produtor rural

A principal doença da soja, é causada por um fungo, a Phakopsora pachyrhizi, e pode aparecer em qualquer estádio do desenvolvimento da planta, causando prejuízos de 10% a 100% da lavoura. O primeiro sintoma da ferrugem na lavoura são pontos mais escuros que o verde da folha sadia. “A soja desfolha precocemente, o que impede a completa formação dos grãos, e como consequência reduz a produtividade. O fungo é disseminado pelo vento, e apesar de poder aparecer em qualquer momento do desenvolvimento da cultura, ela costuma surgir após o fechamento da folhagem, já que ali tem um acúmulo de umidade, e existe uma incidência menor de radiação solar nessas folhas baixas. Em outras palavras, podemos pensar: como normalmente um fungo se desenvolve? Com Calor e umidade. E ali, naquele ambiente, ele tem tudo isso! ”, alerta Zanchi.

A confirmação da ocorrência de ferrugem na soja é perceptível através do verso da folha. São saliências semelhantes a pequenas feridas ou bolhas (conhecidas como urédias). Com o passar do tempo, as folhas infectadas ficam amarelas, secam e caem. Quanto mais cedo ocorrer a desfolha, menor será o tamanho dos grãos e, consequentemente, maior a perda do rendimento e da qualidade.


Aparecimento de mofo branco

O Departamento Técnico da Agrofel Grãos e Insumos tem notificado áreas com aparecimento de mofo branco, devido a grande quantidade de chuvas que tem ocorrido no Estado. Além da chuva impossibilitar a entrada de máquinas para a aplicação de defensivos agrícolas, o ambiente, umidade e temperatura tem favorecido o mofo-brando (Sclerotinia sclerotiorum), que também é originária de um fungo.

“O mofo-branco se manifesta com maior severidade em anos chuvosos, onde condições de elevada umidade e temperaturas amenas favorecem seu desenvolvimento. Causa uma grande perda nas áreas, podendo chegar até a 70%”, alerta Vancarlo Zanchi. O período de maior sensibilidade da soja a doença vai da floração até o início da formação de vagens.

Para um efetivo controle é preciso um manejo com diferentes técnicas: semear sob a palhada de gramíneas, rotação de culturas, uso de sementes certificadas e o uso de fungicidas no início do florescimento e durante a floração são cruciais para o controle. “Sabemos que o fungo consegue permanecer no solo por vários anos, então é primordial evitar a entrada dele, na área, e manejá-lo de forma eficaz para evitar perdas”, analisa o gerente.

Os sintomas são bastante característicos: aparecem lesões encharcadas nas folhas da planta, e após há o crescimento de um micélio branco, parecido com um algodão sobre as lesões. O gerente da Agrofel explica que após um período ocorre a formação dos escleródios, que são filamentos de células que formam uma rede, e faz com que o fungo possa sobreviver por anos por conta dessa estrutura.

“Tão importante quanto aplicar, é preciso saber quando aplicar. Por isso a primeira entrada de defensivos deve ser feita quando da detecção do apotécio, estrutura de frutificação do escleródio, em meio a cultura, o que geralmente ocorre próximo à floração. A segunda aplicação deve ocorrer em um intervalo de 10 a 15 dias com relação à primeira. Claro que isso não é uma regra, pois cada lavoura é única. Por isso é primordial procurar um técnico para avaliar, e seguir com o controle. O controle do mofo branco é difícil, por isso, não deixe ele entrar na sua área”, finaliza Vancarlo Zanchi.


Como evitar o mofo branco? 

- Use sementes sadias e certificadas assim você evita a presença dos escleródios ou ainda do micélio interno nas sementes.

- Faça a rotação de culturas com espécies não hospedeiras do fungo.

- Faça o tratamento de sementes.

- O fungo do mofo branco não se hospeda em gramíneas, por isso faça o cultivo sobre a palhada de gramíneas.

- Limpe sempre a máquinas e equipamentos agrícolas. Parece bobo, mas pode salvar a sua lavoura!

- Monitore a área e assim que avistar algum sinal procure a equipe técnica da Agrofel Grãos e Insumos.



Agrofel

Há mais de 43 anos no Rio Grande do Sul ao lado do agricultor do plantio a colheita com soluções integradas para a busca de altas produtividades.

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