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Economia

Deriva na aplicação de produtos

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Como minimizar custos e perdas?

Tão importante quanto controlar plantas daninhas e pragas, é preciso ter boas práticas no momento da aplicação de produtos fitossanitários. Segundo a Embrapa, a tecnologia de aplicação não se resume ao ato de apenas usar o produto, mas também na interação entre vários fatores, entre eles: cultura, praga, doenças, plantas invasoras, produto, equipamento e ainda o ambiente.

Outro fator importante a ser analisado é a escolha dos bicos e modelos de pontas para pulverização. Essa escolha impacta diretamente na segurança e no custo da aplicação dos defensivos. Ainda, de acordo com pesquisas da Embrapa e o manual de aplicação da ANDEF – Associação Nacional de Defesa Vegetal, a seleção apropriada de pontas é essencial para a eficácia no tratamento fitossanitário.   Assim, tendo como fatores determinantes:  a quantidade aplicada de acordo com a área, uniformidade de aplicação na cobertura por gotas e, principalmente, no risco potencial de contaminação humana e ambiental por deriva.

 

Mas afinal o que é deriva na aplicação?

Segundo o manual da ANDEF, a definição de deriva é o deslocamento da calda de produtos fitossanitários para fora do alvo desejado. Este fenômeno pode se dar pela ação do vento, escorrimentos ou mesmo volatilização do diluente e do produto. Ela é uma das principais causas da contaminação do aplicador, do ambiente e de insucessos nas aplicações.

 

A deriva pode ser ocasionada por:

Tamanho das gotas: O tamanho das gotas produzidas pelas pontas de pulverização depende do seu tipo, vazão, pressão do ângulo e do jato, além das propriedades do líquido pulverizado. Quanto menores forem estas gotas, mais sujeitas à deriva serão.

Condições climáticas: uma das principais causas de deriva é o vento. Não pode ter excesso, pois leva o produto para outros locais. Já a ausência dele, retarda a queda das gotas mais leves nas áreas que precisam de cobertura.

Evapotranspiração: Em função do tamanho das gotas e das condições ambientais (temperatura e umidade relativa), muitas evaporam completamente no trajeto entre o bico e o alvo. Ainda segundo o manual da ANDEF, com relação à evaporação, deve-se ter atenção também ao produto que será aplicado e não apenas ao diluente. Assim, a aplicação de produtos fitossanitários, cujo princípio ativo também está sujeito à evaporação, deve ser realizada de maneira bastante criteriosa.

Correntes de ar: Outro fator associado a seu tamanho peso, é que as gotas podem sofrer influências das correntes de ar horizontal (vento) e vertical (convecção), sendo levadas para outros lugares que não o alvo pretendido.

 

Controlar a deriva é um cuidado que todo o produtor rural deve incluir em seu planejamento. Mais que controlar as perdas econômicas ocasionadas pelo desperdício da deriva, existe também a possibilidade de contaminação do ambiente e do profissional no campo.

Para um controle efetivo, é necessário conhecer pelo menos alguns dos princípios básicos da Tecnologia de Aplicação de Produtos Fitossanitários. Embora muitos fatores não são controláveis nesse processo, existem outros passíveis de serem adequados, a fim de que as perdas se concentrem dentro de um mínimo aceitável, sem interferir na eficiência dos produtos utilizados.

Entre esses fatores essenciais, listamos alguns cuidados que diminuem consideravelmente a deriva de produtos. O pesquisador Pablo Gustavo Silva Ferrer, elaborou um sistema para tomar a decisão de qual tecnologia utilizar para aplicar os defensivos.

 

Planeje o peso e diâmetro das gotas: estes dois fatores precisam ser bem planejados, pois são as principais causas da deriva: as gotas não podem ser muito finas e nem muito grossas.

Condições climáticas: assim como as principais causas de deriva são as condições climáticas, elas também devem ser a principal aliada no momento da aplicação. A ANDEF orienta que a aplicação deve acontecer quando o clima estiver com menos de 30ºC e uma umidade relativa do ar maior de 50%. A velocidade do vento deve estar entre 3 e 7 km/h.

Adjuvantes: a Embrapa explica que os adjuvantes são substâncias adicionadas à formulação ou à calda para aumentar a eficiência do produto ou modificar determinadas propriedades da solução, visando facilitar a aplicação ou minimizar possíveis problemas. Os adjuvantes são divididos em dois grupos: os modificadores das propriedades de superfície dos líquidos (surfatantes: espalhante, umectante, detergentes, dispersantes e aderentes, entre outros) e os aditivos (óleo mineral ou vegetal, sulfato de amônio e ureia, entre outros) que afetam a absorção devido à sua ação direta sobre a cutícula.

Uso da ponta correta: saber escolher a ponta de acordo com o bico do pulverizador faz com que se reduza substancialmente a deriva, e garanta uma uniformidade na aplicação. Entre os fatores que devem ser levados em consideração está o alvo.

Modo de ação de acordo com o alvo: escolhido o alvo que será combatido é preciso escolher qual o produto e o modo de ação. Existem dois modos de ação, um através de contato, e outro de modo sistêmico.

 

O conhecimento aliado à tecnologia, como tudo na agricultura, traz resultados positivos e minimiza custos. Na pulverização e aplicação a escolha correta, e as orientações com relação às técnicas de aplicação farão toda a diferença. A sustentabilidade econômica, social e ambiental no uso correto dos defensivos químicos é necessária e primordial. Treinar, capacitar e contar com apoio técnico especializado é o caminho para altas rentabilidades e a segurança ambiental.

Agrofel

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