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Soja: saiba o que pode mexer com o mercado do grão nesta semana

 

Fatos que deverão merecer a atenção dos produtores de soja na próxima semana para garantir uma boa comercialização

Mercado de soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) deve continuar guiado pela perspectiva de acordo comercial entre Estados Unidos e China. O otimismo em torno da assinatura de acordo justifica a recuperação dos preços, após um início de semana de fortes perdas. As dicas são do analista de Safras & Mercado, Gil Barabach.

    • – As negociações entre as duas potências comerciais avançam, mas têm na propriedade intelectual o seu ponto nevrálgico;
      • – A posição maio/19 na CBOT se afasta do fundo em US$ 9,10 e flerta com patamar de US$ 9,30 bu
      • . A assinatura do acordo deve abrir espaço para novos ganhos da soja em Chicago. Tecnicamente, o mercado de enfrentar a resistência, além deUS$ 9,30 bu, também em 9,36 bue depois na referência de 9,40 bu. O objetivo de alta é o topo gráfico em US$ 9,45 bu;
      • – Não dá para se empolgar demais. Os estoques nos EUA e a sobra de soja no mundo devem continuar limitando um avanço mais consistente das cotações. As vendas norte-americanas abaixo do esperado e os estoques altos abrem um potencial de venda, que segura as investidas de alta;
      • – A melhora no clima da América do Sul interrompe a espiral de quebra aqui no Brasil, ajudando a consolidar safra brasileira em 115,4 milhões de toneladas (Safras), contra 121,66 em 17/18. Na Argentina, o USDA projeta safra de 55 milhões de toneladas (37,80 em 17/18). O saldo na América do Sul continua positivo, apesar da quebra no Brasil. A produção 18/19 na região é 10 milhões de toneladas mais que na temporada anterior. Isso traz tranquilidade ao abastecimento e ajuda a pressionar as cotações;
      • – O panorama climático tranquilo no Brasil e Argentina, apesar de alguns temores com falta de chuva, remetem a América do Sul a um papel secundário em Chicago. Além da guerra comercial, os operadores já começam a olhar as primeiras ideias em torno próxima safra norte-americana. O Fórum do USDA indicou área de soja de 85 milhões de acres nos EUA em 2019, uma queda de 4,7% em relação a 2018. A queda já era esperada, por conta do preços fracos e dúvidas em relação a China;
        • – Internamente, o fluxo lento de venda preocupa, dado o baixo comprometimento do produtor. Safra maior na América do Sul e a concorrência com estoques dos EUA podem gerar um gargalo comercial na entrada da safra. Nesse sentido, é importante aproveitar as oportunidades, mesmo que modestas, para
        • diluir risco e fixar margem.

Fonte: Notíciais Agrícolas