EUDR e rastreabilidade: sua propriedade está preparada para as novas exigências do mercado? 

A sustentabilidade está mudando as regras do mercado e redefinindo os critérios que influenciam a comercialização dos produtos agrícolas. Para o produtor rural, isso significa que informações sobre origem, conformidade ambiental e rastreabilidade da produção estão ganhando cada vez mais importância.  

Nesse contexto, a nova regulamentação da União Europeia está voltada ao combate ao desmatamento associado às cadeias produtivas agrícolas.  

A EUDR é a nova regulamentação europeia que busca garantir que determinados produtos comercializados no mercado europeu não estejam associados ao desmatamento ou à degradação florestal ocorridos após 31 de dezembro de 2020.  

Entre as commodities contempladas pela norma estão: 

  • Soja 
  • Café 
  • Cacau 
  • Palma de óleo 
  • Borracha 
  • Madeira 
  • Gado e produtos derivados  

A legislação foi aprovada em 2023 e, após ajustes realizados pela União Europeia, passará a ser aplicada a partir de 2027. 

Por que isso importa para o produtor brasileiro? 

Diferente do que muitos acreditam, esse tema não se restringe somente às empresas exportadoras.  

Sendo o Brasil um dos maiores fornecedores globais de soja e outras commodities agrícolas, o produtor faz parte de uma cadeia que pode abastecer tradings, cooperativas, indústrias e empresas que comercializam produtos para mercados internacionais.  

Com isso, cresce a demanda por documentações que comprovem a origem da produção, a regularidade ambiental das áreas cultivadas e a conformidade com critérios exigidos pelos compradores.  

Desta forma, a rastreabilidade deixa de ser um diferencial e passa a fazer parte das exigências do mercado internacional, solicitando o acompanhamento da trajetória de um produto desde sua origem até o destino final. 

No campo, isso envolve a organização de informações como: 

  • Identificação das áreas produtivas; 
  • Histórico de uso da terra; 
  • Localização geográfica das lavouras; 
  • Informações ambientais da propriedade; 
  • Registros de manejo e produção; 
  • Documentação da atividade agrícola.  

Esses dados ajudam a demonstrar transparência e oferecem maior segurança para toda a cadeia produtiva, além de facilitar futuras auditorias, processos de certificação e requisitos comerciais para exportação dos grãos. 

Benefícios dessa mudança 

Embora novas regulamentações gerem preocupações iniciais, o Brasil possui uma das legislações ambientais mais robustas do mundo e grande parte dos produtores já adota práticas que contribuem para a sustentabilidade da produção. A rastreabilidade permite transformar essas boas práticas em informações que agregam valor ao produto e fortalecem a competividade do agronegócio brasileiro.  

Além disso, mercados internacionais têm demonstrado interesse crescente por cadeias produtivas transparentes, o que pode ampliar oportunidades comerciais para produtores preparados.  

Mais do que atender a uma exigência internacional, organizar informações sobre a produção significa fortalecer a gestão da propriedade e ampliar a capacidade de adaptação às demandas do mercado. 

Quem começar a se preparar desde já estará melhor posicionado para aproveitar as oportunidades que surgirão nos próximos anos. 

Na Agrofel, acreditamos que acompanhar as transformações do mercado é um passo importante para construir uma agricultura cada vez mais competitiva e sustentável, por isso, estamos ao lado do produtor para auxiliar nessas mudanças e adaptações.  

Você ainda tem dúvidas sobre essa nova regulamentação? Gostaria de validar se sua área está seguindo as novas exigências? Entre em contato conosco através do nosso WhatsApp 0800 0800 800.